Exposição que une tradição e tecnologia Blockchain é inaugurada no Centro Cultural dos Correios

A mudança e o potencial transformador dos encontros fazem parte da nova mostra do artista Cocco Barçante, a 31ª ao longo dos seus 40 anos de carreira. Na sua nova exposição, Territórios Afetivos, que será inaugurada dia 15 de julho, quinta-feira, no Centro Cultural dos Correios (RJ), essa relação é explorada, não só nas obras em si, mas também nos aparatos tecnológicos que as cercam, como a rastreabilidade e a criação de NFT, feitos pela empresa petropolitana QuipoTech.

Mapa Mundo com as obra Abraço ao fundo
Convite da exposição Territórios Afetivos

O trabalho do artista, criador do primeiro Museu do Artesanato do Estado do Rio de Janeiro, localizado em Petrópolis, é feito em constante colaboração com artesãs de diferentes lugares. A história da idealização e da confecção das obras é contada em registros blockchain, usando a ferramenta QuipoArt. O inovador e o tradicional se encontram nos trabalhos de Cocco Barçante, repletos de afeto, sem nunca deixar de se reinventar.


“Eu penso que o público vai se identificar com esse processo de transformação pelo qual estamos passando na pandemia”, afirma Cocco, destacando o potencial de identificação nos abraços do mosaico afetivo criado na sala 1; de reconhecimento enquanto brasileiros em sua diversidade, na sala 2; e a identificação local, com o Rio de Janeiro, trazendo a importância da identidade local, da história e da cultura, mesmo para aqueles expatriados, na sala 3.

Além da pintura e o bordado no trabalho coletivo coordenado pela artista, uma das obras presentes na exposição ganha sua contraparte digital, ou seja, um NFT! Saiba mais sobre o que são os tokens não fungíveis no nosso blog.


Para o artista plástico, é um papel de vanguarda se inserir nessas novas tendências do mercado da arte e dos comportamentos de consumo. Além disso, conceitualmente, a inserção de tecnologia e essa mudança de paradigma também vai ao encontro das mudanças de comportamento, como cidadãos, que devemos ter para fazer parte desse novo mundo. Elas são necessárias para causar transformação social que orienta seu olhar.


A exposição tem curadoria da professora Lucimar Cunha, CEO da QuipoTech, e coordenação pedagógica do professor Paulo Antônio Igreja e pode ser visitada até 28 de agosto.